Todos os anos seu Cristo Pereira da Cruz observa as águas do rio Cuiabá. Depois de nove anos ele sabe bem quando chega a hora de começar a montar e desmontar sua peixaria no meio do rio Cuiabá. Ele abre por seis meses, a partir de maio, depois, em meados de dezembro, fecha novamente. "Sigo o ritmo do rio. Quando vejo que a ilha aparece, já posso montar a peixaria. Quando a água começa a subir, já me preparo para desmontar", diz seu Cristo.
A vida em Passagem da Conceição é assim, no ritmo do rio que corre limpo antes de adentrar a capital mato-grossense. Seu Cristo conta que costumava ficar seis meses sem trabalhar durante a cheia mas, atualmente, trabalha em outra peixaria, auxiliando na cozinha e no atendimento. "Já estou me preparando pra montar novamente minha peixaria". Há nove anos a cheia e a vazante do rio afetam diretamente este cuiabano.